Manifesto · Parto humanizado · Protagonismo materno
O parto é seu. A minha função é cuidar para que ele continue sendo.
Sou a Marina. Acompanho mulheres no parto há quinze anos — e perdi a conta de quantas chegaram até mim depois de ouvir "seu corpo não dá conta" de quem deveria estar do lado delas.
Não estou aqui para listar títulos. Estou aqui por uma convicção: o parto não pertence à agenda do hospital nem ao plantão da vez. Pertence a quem pare. A medicina existe a serviço dessa mulher, caminhando ao lado dela. Quando há indicação real, eu opero, e opero bem. O que eu não aceito é decidir sobre o seu corpo sem você na conversa.
- CRM-SP 128.540
- Título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia · FEBRASGO
- 15 anos acompanhando partos respeitosos em São Paulo
Contrato público de compromissos
O que eu nunca
vou fazer com você
A confiança não está só no que eu prometo entregar.
Está, sobretudo, nos limites que eu jamais vou cruzar com o seu corpo.
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Nunca
vou decidir nada sobre o seu corpo sem que você esteja na conversa, acordada, informada e de acordo. Consentir não é uma assinatura na entrada do hospital — é um diálogo que se renova a cada passo.
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Nunca
vou te apressar para caber numa agenda. O seu corpo tem o tempo dele, e ele merece ser respeitado. Indução, ocitocina, rompimento de bolsa — nada disso entra por conveniência, só por necessidade que eu te explico antes.
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Nunca
vou te calar quando você disser que algo está errado. Você é a maior autoridade sobre o que sente. Se você pede uma pausa, a gente pausa. Se você diz não, é não.
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Nunca
vou indicar uma cesárea para a qual eu não consiga te olhar nos olhos e justificar. Quando ela for o caminho seguro, eu te explico o porquê com clareza — e ela continua sendo o seu parto.
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Nunca
vou separar você do seu bebê sem motivo clínico, nem deixar passar a primeira hora de pele com pele. O encontro de vocês vem antes de qualquer rotina — e eu cuido para que ele aconteça.
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Nunca
vou desaparecer no plantão de outra pessoa. Quem te acompanha na gestação é quem entra na sala com você. Continuidade não é luxo — é a base do respeito.
O coração do protagonismo
Seu plano de parto
é um documento vivo
Não é um formulário que eu te entrego pronto para assinar. É um texto que a gente escreve junta, lê em voz alta, conversa, risca e reescreve quantas vezes for preciso. As palavras são suas. Eu cuido para que cada decisão tenha informação por trás — e para que tudo o que está aqui seja respeitado na sala.
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Você escreveu
Quero me movimentar livremente e escolher a posição em que vou parir. Nada de ficar deitada de costas só por rotina.
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Você escreveu
Só quero intervenção se houver indicação real — e quero que ela me seja explicada antes, com tempo de perguntar.
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Marina anotou
Anotado e combinado. Vou narrar o que estiver acontecendo em voz alta, para você decidir junto a cada passo. Sua palavra encerra qualquer dúvida.
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Você escreveu
Quero meu bebê no meu peito assim que nascer, e quero meu acompanhante comigo o tempo todo.
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Marina anotou
Garantido — pele com pele desde o primeiro instante, clampeamento no tempo certo, e seu acompanhante não sai da sala. Se algo precisar mudar, mudamos juntas, com você sabendo o porquê.
× Assinado por você — a autora.
Esse documento atravessa toda a gestação. A cada consulta ele cresce, muda de ideia com você, acompanha as descobertas. Quando chega o dia, ele entra na sala antes de mim.
Prova viva, não adjetivo
Mulheres que
recuperaram seu parto
Não são depoimentos de vitrine. São mulheres que chegaram com medo de não serem ouvidas — e que saíram tendo decidido o próprio parto. Elas olham para a câmera porque não têm o que esconder.
“Na primeira gestação eu fui empurrada para uma cesárea que ninguém me explicou. Saí de lá sentindo que tinham decidido por mim. Com a Marina foi o contrário: ela me perguntava antes de tudo. Eu pari. Não fui parida.”
“Eu cheguei com uma lista de medos. A Marina leu cada um em voz alta comigo. No dia, ela cumpriu tudo — até a parte de não me apressar. Pela primeira vez me senti dona da própria sala.”
“No fim precisou ser cesárea mesmo. Mas a Marina parou, me olhou e me explicou o porquê antes de qualquer coisa. Decidi com ela. Continuou sendo o meu parto — só que pelo outro caminho.”
A última linha da bandeira
Entre na sala comigo.
Se você procura alguém que respeite o seu não, que explique antes de agir e que entre na sala sabendo de cor o que importa para você — então a gente já começou. Me manda uma mensagem. Não precisa chegar com tudo decidido. Basta querer ser ouvida.
Consultório nos Jardins · São Paulo, SP
Acompanhamento de gestação e parto · partos em maternidades parceiras na cidade
O parto é seu. E continua sendo, do começo ao fim.